A adaptação a outro paÃs
O ser humano tem uma capacidade de adaptação enorme. Porém, muitas vezes, essas adaptações custam-nos quase a saúde, pela falta de estrututra em enfrentá-las. Se bem que,no fundo, ninguém está preparado para o que não conhece.
 Adaptar-se a uma nova situação significa moldar-se a ela. Isso sempre gera mudanças, mesmo que a gente não queira, no nosso ser: amadurecemos, seja no amor ou na dor. Quando estamos no exterior, parece que isso se dá mais no campo da dor do que do amor.
Por mais que sejamos todos filhos de um mesmo Criador, espalhados por esse mundão, as diferenças do meio ambiente fazem-nos diferentes uns dos outros na maneira de agir e na cultura que construimos ao nosso redor.
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AÃ, a gente saà lá da América e vem para a Europa, um continente velho, solidificado, com cultura já construÃda ao longo dos séculos, e… temos de nos adaptar. Adaptar ao idioma, aos costumes, ao comportamento do parceiro, à comida, aos pontos de vista…
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Antes de vir, empunhamos a bandeira do “o amor vence todas as barreiras†(o que não é mentira), e, abandonamo-nos à nossa própria sorte. Quando estamos aqui é a vida “real†começa, vemos que nada nos faria completamente preparados para o choque cultural que vamos receber. De repente, ninguém mais nos trata como turistas, mas sim, como alguém que vai viver aqui e TEM de fazer COMO ELES.
 E agora José?
O que fazer?
Qual é o segredo então?
Parece-me que nesse momento é o momento em que os nossos conterrâneos mais falham uns com os outros: procuramos abrigo no ombro de um conterrâneo, porque afinal, só ele vai entender o porquê nos sentimos como um peixe fora d’água, e, justamente muitos conterrâneos são os que NÃO vão nos entender.
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A adaptação é difÃcil, porque precisamos achar um lugar para as coisas novas coexistirem com o que já trouxemos na bagagem cultural. Não é impossÃvel, mas leva tempo e nos ensina lições de vida de valor inestimável: colocar-se no lugar do outro, estender a mão a quem precisa e acreditar no ser humano.
 Parece utópico ?
Pode ser, mas vai ser justamente por encontrarmos falta de compreensão em muitos, que aprenderemos a valorizá-la quando a encontrarmos em alguém.
Vir morar no exterior, para mim, transportou da teoria para a prática a máxima: SEPARAR O JOIO DO TRIGO !!!
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Agente vem acreditando que o amor pode mesmo vencer qualquer que seja a barreira a nos imposta, eu acredito nisso, e nas minhas horas de fracasso, de dor, de saudade, eu me agarro nesse amor que sinto e tento acalmar o coracao…
Quando se fala que o europeu é frio, nao concordo plenamente, tenho encontrado pessoas aqui, geralmente que passaram pelo processo de ter um imigrante na familia, que me ajudam bastante na questao da adaptacao, mas dizer que é regra estarei mentindo, na maioria dos casos, temos sim, que simplesmente engulir e perdoar muita coisa, mas enfim, cada qual no seu caminho, e existem escolhas que serao eternas, eu no caso, vou parir minha filha aqui, por opcao, por amor ao pai dela, por também achar que aqui ela tera uma condicao melhor de vida, mas sempre tem as duvidas que chegam devido a saudade……
Imigrar é crescer, sem dúvida que é…..
Beijos!!!!
bom fim de semana Cilene
Bjs
Me chamou atenção vc ter
falado ”deixou de ser turista”….parece-me assim…a sorte está lançada…agora é vc se virar…..passou uma sensação de medo.;…de estar sozinha…..
Bjs….
Muito bonito e muito certo isso que tu escreveste, Cilene.
Um abração pra ti.
Quando eu menciono “deixar de ser turista”, quero dizer que vir para o exterior a passeio, é COMPLETAMENTE diferente de vir para morar. As pessoas tratam o turista de uma forma diferente que tratam o que vem para ficar.
Do turista tudo é aceito, até que fale javanês, mas do que vem para ficar, esse precisa se tornar um dos daqui…
Faz sentido dar um pouco de medo….
Bjs e obrigada pelo comentário,
Susana
eu ainda não tinha pensado na bagagem cultural tendo de disputar espaço com a cultura local.
Esses dias andei pensando sobre essa mudanca… por um lado eu fiquei com mudancas em mim…mas por outro lado nao. A gente amadurece…aprende a se virar sozinho etc..mas tbem podemos ficar mais serios isolados…etc.
Mas a mudanca nos leva a muitas reflexoes….isso é importante.
E realmente..deixar de ser turista pra nao ser noruegues ou de outra nacionalidade nao é facil…pq na verdade nao poderemos ser nos mesmos 100% …pois há muitas diferencas..e isso causa um certo estranhamento na gente…complicado.
abracos
Se tudo nessa vida dependesse só do QUERER, os problemas quase deixariam de existir. Infelizmente, na adaptação há coisas envolvidas que fogem à nossa vontade.
Abraço,
Susana
Li o texto e até deixei um comentário pensando que tinha sido escrito pela Cilene. Parabéns pelo texto, muito coerente e lúcido.
Abraço
obrigada por nos ajudar a compreender nossos conflitos nessas mudancas.
Adorei a materia, com certeza entramos no famoso choque cultural no inicio, mas dependendo do lugar, da situacao, isso passa e vc agradece cada dia mais por ter escolhido um caminho de progresso. Nao que no Brasil isso nao exista, existe na bandeira soh, por enquanto
Mas viver dando murro em ponta de faca enquanto o povo tah comendo caca eh f@##*%$#
Aqui o choque passa e as verdinhas ficam
Notei q os brasileiros aqui nao sao tao calorosos como no Brasil, mas eu nao vim por causa deles