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Catia Domingues educadora nos Estados Unidos

k12.jpgtia Domingues é educadora, trabalha numa organização chamada K12 nos Estados Unidos. Já são quase 4 anos morando na terra do Bush e hoje vamos descobrir como ela acabou indo para lá. Catia

Â

O que é k12?

Aqui nos Estados Unidos muitos pais optam por ensinar seus filhos em casa;

Porque?

Por causa da violência nas escolas e do pouco rendimento dos alunos. Nossa organização, a k12 ajuda os pais a ensinarem seus filhos em casa.

Como é feito esse trabalho?

É uma organização que oferece aulas pela internet. Os pais pagam a K12 por ano e somos responsáveis por todo o material educacional: Ainda oferecemos auxílio via internet.

Mas como você foi pára nos Estados Unidos e ainda conseguiu esse trabalho?

Na verdade eu não estava pensando em deixar o Brasil. Eu estava no primeiro ano de Pós graduação e meu melhor amigo ouviu sobre uma vaga de emprego no exterior e me indicou.

Como assim?

Não sabia de nada, mas num belo dia alguém me ligou e disse para arrumar minhas malas, porque deveria ir a Minas para fazer uma tradução simultânea.

Fui, claro, e chegando lá descobrir que essa tradução era um teste para os americanos me conhecerem e saberem meu nível de inglês. Meu querido amigo me explicou o que ele havia aprontado comigo. Depois de 3 meses dessa entrevista já estava embarcando.

Eles respeitam seu trabalho como se fosse de um americano?

Começaram a respeitar depois que começaram a ver o meu trabalho. No começo eu era apenas uma pessoa de fora, tive que lutar muito para provar que eu era boa e que conhecia bem essa área.

Você ganha o mesmo salário que eles ganham?

Eles não pagam o mesmo para imigrantes. Principalmente porque meu visto é de trabalho, eles pagam bem menos.

Porque aceita ganhar um salário menor?

Vivo e ganho bem aqui, mais do que se vivesse no Brasil. Além disso tenho oportunidades fantásticas que não teria no Brasil.

Como o americano de modo geral enxergam os imigrantes?

Não posso reclamar nesse momento porque eles mudaram os olhares com relação a mim. Mas eles me confundiam com mexicana e ilegal.

Como?

Lembro uma vez quando fui ao banco e entreguei um cheque para ser depositado e a menina começou a falar alto e em espanhol comigo. Olhei para ela e respondi em inglês que não falava espanhol e que ela não precisava gritar, porque ouviu perfeitamente que ela queria falar com o gerente. Achei preconceito por parte dela de só me olhar e achar que era nada

Só mexicanos sofrem com a discriminação?

Falo dos mexicanos porque eles são milhões por aqui, mas o número de brasileiros tem crescido muito nos últimos anos também.

Quando a discriminação acontece?

A descriminação acontece quando você não fala o inglês bem ou não faz o mínimo esforço para conhecer a cultura.

Então o negócio é falar a língua bem e se encaixar na cultura deles?

Quando você vai para outro país tem que aproveitar e conhecer o outro lado. O lado que você só conhece quando vive lá. Em Julho desse ano fui a Boston e para minha surpresa, até padaria brasileira encontrei, na rua só se ouvia português.

Não é o jeito que os imigrantes encontram para se proteger e ao mesmo tempo manter a identidade?

Para crescer às vezes precisamos sair do nosso mundo e encarar um outro e totalmente novo.

Como?

É preciso mergulhar de cabeça para aprender a língua e a cultura. Muita gente reclama que americano é isso ou aquilo, mas se você não conhece a cultura deles vai ser difícil conhecer ele também.

Mas conhecer a cultura deles faz com que eles aceitem você de verdade?

Nunca ninguém aceitara quem somos e não só aqui. Mesmo falando a mesma língua e vivendo no mesmo país é difícil, imagina fora. Mas da para sobreviver, fazer amigos, aprender, crescer.

Vai ficar aí? Ou volta para o Brasil?

Gosto daqui, me adaptei bem, mas o futuro não é certo ainda, tudo depende da imigração e de paciência para ver se eles aceitam renovar meu visto ou não.

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Colunistas

A sociedade blogueira agora tem voz. As novidades vão está na coluna da Meire. Está esperando o que pra saber de tudo?

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38 Responses to “Catia Domingues educadora nos Estados Unidos”

  1. Cilene, muito obrigada pela oportunidade e pelo seu carinho.
    É claro que não poderia deixar de postar no meu blog.
    Catita

    [Reply]

  2. Ci, parabens pela entrevista mais uma vez!!! linda!!!
    Catia, muito legal seu trabalho e sua experiencia de vida… obrigada por compartilhar!
    beijos!
    Mercia

    [Reply]

  3. Cilene, obrigada pelo “médica, rica, famosa”. Só sou médica. Nem rica nem famosa. Eu continuo achando que preconceito está na cabeça das pessoas. Virou clichê.
    Faz qto tempo que vc está por aí? Seus filhos nasceram aí?
    Beijo,
    Liliane de Paula

    [Reply]

  4. Cilene querida!

    tu virou “.com” e eu nem estava sabendo! Preciso atualizar seu link.

    um beijo, boa semana

    [Reply]

  5. Gostei muito da entrevista. tenho outra visão do falar portugues e ter coisas do Brasil em outros lugares.
    Acho que temos sim que aprender a língua, a cultura do país em que estamos vivendo, mas não podemos nos anular, esquecer quem somos para poder nos integrar.
    Acho bacana ter uma padaria, uma restaurante, uma loja de conveniencia com produtos brasileiros, matar a saudade, conversar em portugues.
    Quantos clubes assim não existem aqui no Brasil? Aqui no Rio são vários…
    Acho ótimo.
    Beijão cilene, e parabéns.

    [Reply]

  6. Ótima entrevista. Parabéns!!!!
    É sempre bom vir aqui.
    Bjos…muitas alegrias.

    [Reply]

  7. Cilene, eu adoro ler a opinião de brasileiros que vivem no exterior. Gostei muito da Catia. É sempre bom aparecer por aqui e saber as novidades. Beijocas

    [Reply]

  8. Lúcida, inteligente e prática. Espero que ela não volte nunca mais.Sugiro bater as sandálias no chão para tirar a poeira como fez D.Leopoldina!

    [Reply]

  9. Muito boa entrevista, parabéns!!
    Mas eles quando veem para cá ou qualquer outro lugar, não aprendem nossa lingua e nem se esforçam pra saber nada da cultura de onde estão…acham que o mundo tem que saber falar a lingua deles, acham mesmo que o mundo gira ao redor dos Estados Unidos, eca!
    lindo dia
    beijossssssssssssss

    [Reply]

  10. Gostei da entrevista, até porque ela está lá legalmente e foi a convite do país, ao contrário de tantos que vão tentar fazer a vida lá. Acho que ela ta certa quando diz que precisamos tentar nos adaptar à cultura do país em que vivemos, caso contrário, nunca nos adaptaremos, não é?!
    Vou lá ver o que a Meire aprontou agora.
    Bjos

    [Reply]

  11. Muito legal essa entrevista e o blog em geral!!

    Bjs

    [Reply]

  12. Gostei da entrevista, se a gente pensar q tem um certo sentido em educar as crianças em casa do q na escola para evitar a violência, é um gesto de amor, por outro lado vejo q não é privando as crianças de uma convivência social com outras crianças q pode evitar a violência.
    Big beijos

    [Reply]

  13. Adoro estas histórias de vida,Cilene. E é muito bom saber dos brasucas que se dão bem la fora.
    Beijos!

    [Reply]

  14. Oi Catita, Acredita que eu nao sabia que vc trabalhava com educacão a “distância”…. muuuuuuuito legal… chegar afazer iniciação científica sobre isso, mas meu professor era chegado em Behaviorismo e eu acabei largando… mas foi bacana a experiência.

    Cilene,
    Parabéns por mais essaentrevista… adoro esse quadro…. e a Coluna da Meiroca vai ser 10…
    bjs

    [Reply]

  15. Parabéns pra Catia pela coragem e determinação, não é fácil enfrentar os gringos no país deles. Eu que o diga. Mas olha só como vale a pena …. talvez no Brasil os brasileiros não reconhecessem da mesma maneira seu trabalho, né?

    Um grande beijo

    [Reply]

  16. Muito interessante essa entrevista.. Enviarei a uma amiga educadora estudando também nos EUA..

    ;^)

    Abraço,

    [Reply]

  17. Cilene,

    Suas entrevistas são sempre ótimas. Dá vontade de ler mais e mais…
    Cátia foi mesmo de uma bravura e inteligência enormes !! Parabéns pelas vitórias !
    Só discordo do fato que é preciso aprender a língua para integrar. Facilita conhecer o povo e costumes, mas não faz grande diferença na aceitação ou não. Pelo menos aqui na Holanda é assim.
    Eu questiono muito se há integração ou não e o que é realmente integração…

    Bjs,

    Susana

    [Reply]

  18. Que bacana a entrevista com a Cátia. Eu concordo com ela em gênero e grau. Não me refiro as meninas blogueiras, mas muita gente reclama dos norte-americanos, quando dão entrevista. Mas muita gente que mora lá não se esforça em nada para tentar entender e tentar quebrar o estigma. Tá louco, se eu morasse lá, eu daria tudo de mim para aprender o idioma.Abs

    [Reply]

  19. Cilene, interessante a entrevista que revela uma mulher trabalhadora e determinada. Mas não consigo compreender porque todas as pessoas que vão embora do nosso país trabalham e lutam com mais afinco nos países que escolhem para morar do que em seu próprio país. Se todos nós, brasileiros(as), tivéssemos a determinação da Kátia e amor ao que é da gente, com certeza viveríamos num país de gente diferente! Beijos!

    [Reply]

  20. vc está certa: viver em guetos não ajudam em nada na integração no “novo” país. Que eles sirvam para “matar saudades” e olhe lá

    [Reply]

  21. acho mto importante vc se interessar pela cultura do país em que vive, eu fico triste quando pessoas vêm morar em Manaus e só sabem reclamar da cidade, não procuram conhecer nossa história, nossa cultura, só querem saber de ganhar dinheiro na Zona Franca e ir embora.

    [Reply]

  22. Bela história. Gosto de saber como esses brasileiros abandonam a terra natal. É uma pena, pois ela parece ser uma pessoa que faz falta aqui.

    Beijos.

    DB.

    [Reply]

  23. Desculpe estar te mandando essa menagem padrão, mas tô precisando de um help:
    Desculpe lhe incomodar, mas estou precisando da colaboração dos meus amigos(as) blogueiras. Tá rolando uma promoção do site http://loginstyle.com

    Ela vai dar um template para Wordpress pra quem ganhar. E o meu tá bem caidinho. Dai é bem fácil, se vc quiser me ajudar. Basta comentar o blog e dizer que vota em mim. Dai meu nome tem que ser escrito em letras maiúsculas… Agradeceria muito se vc pudesse fazer isso por mim. Abs

    [Reply]

  24. Eu sou fã dessa menina e já tive o prazer de conhecer o trabalho maravilhoso que ela faz nos EUA :)

    Amiga parabéns pela entrevista e para sua garra e força de vontade.

    Ci, tbm tá de parabéns!!!!
    Bjokas

    [Reply]

  25. Excelente. Gostei da forma clara que ela coloca a sua opinião. Muitas pessoas tem mania de ficar falando mal de um país sem conhecer. Isso é ignorância. Não sou contra a nenhum Brasileiro que saiu do Brasil e está mostrando a realidade do país em que se encontra agora. Mas isto deve ser feito de forma racional e com personalidade. E também as coisas boas que vê. Eu já viajei para alguns países da Europa, mas só fiquei mais que três semanas na Holanda. França, Escócia e Monâco não fiquei de jeito nenhum tempo suficiente para sair falando como se fosse uma expert na cultura, na política ou sistema que for. Mas uma coisa aprendi: Muitos de nós Brasileiros criamos mitos sobre o mundo ou sobre um país em expecífico (e fazemos isto com o nosso país também) e nos declaramos donos da verdade sobre estes país. Aqui no Texas, estou a quase 5 meses, isso também não faz de mim uma conhecedora do país, mas torna cada vez mais claro, em cada vez que recebo um e-mail das pessoas perguntando sobre aqui mas já com uma idéia pronta na cabeça, ou comentando que no meu blog eu faço parecer que aqui é tudo um Paraíso, que realmente eu comprovo que além da realidade, as pessoas criam mesmo mitos sobre os lugares, e que jamais vão aceitar outra verdade.
    Sim, eu sou consciente das câmeras aqui nas fronteiras, nos arames farpados sim isto tudo tem. Mas há tantas outras coisas atrás disto que você não tem idéia. Há tantos Seguros Sociais e Planos * de ganhar dinheiro fácil na terra prometida* que são cortantes da moral como qualquer arame farpado.
    E é por isto que gostei muito das respostas nesta entrevista. Trata-se de alguém Legalizada aqui, e por isso consciente para discernir o que é justo e o que não é. Capaz de se defender quando discriminada injustamente, e se defendendo mostrar ambos lados de qualquer história. Parabéns pela atitude! E tomar conhecimento da verdadeira cultura, se intengrando onde está, não a fará, menos Brasileira. Muito pelo contrário, mostrará o quanto nosso Brasil é grande e com grande pessoas também. Parabéns novamente.

    [Reply]

  26. A luta para se conseguir sucesso num país estrangeiro tem as mesmas dificuldades que dentro de seu país de origem. A vantagem que levamos lá fora é o embasamento e a formação, mesmo assim, os percalços ainda serão grandes.

    Boa entrevista.

    Abraços

    [Reply]

  27. Otima entrevista!! Fiquei sabendo um pouquinho mais da Catia!

    [Reply]

  28. Cilene, que entrevistaça amiga.
    Catita, poxa menina, e eu q nao sabia de nada disso. Amei amei amei.
    Meire

    [Reply]

  29. Oi Cilene, adorei a entrevista. Andava com saudades dela. Bj

    [Reply]

  30. Cilene, já visito a Catita mas não sabia do trabalho dela não. Gostei da entrevista!

    Bjos.

    [Reply]

  31. Oi Cilene.. adorei a entrevista..muito interessante mesmo. Fiquei com dó dos mexicanos..fico pensando..sera que realmente é melhor deixar o país deles pra viver tanto preconceito?? nem salario minino eles tem lá….

    Sobre o ensino a distancia..interessante. Eu gosto de assistir um programa..esqueci o nome..mas um que eles constroem uma casa nova pra familia…. e tem muitas familias que ensinam seus filhos em casa…estava ate achando estranho..mas ja entendi.

    Parabens pela entrevista….

    abracos

    [Reply]

  32. Interessantíssima a matéria, Cilene! Vcs são, realmente, a melhor referencia sobre a vida no exterior.

    [Reply]

  33. A entrevistada disse uma frase que para mim vale como conselho a todos, imigrante ou não.
    “Para crescer às vezes precisamos sair do nosso mundo e encarar um outro totalmente novo.”
    Quando a pessoa é esforçada e bem preparada está no caminho de alcançar seus objetivos. Boa sorte Catita.
    Li também a coluna social da Meire, legal. O jornal aqui está crescendo.
    Beijos Ci, pra ti e tuas colaboradoras.

    [Reply]

  34. Olá.
    Entrevista fantástica como todas que aqui encontro.
    Gostei muito do ponto de vista do idioma e de se conhecer a cultura, em Roma, faça como os Romanos.
    Sempre tive curiosidade em saber como esse ensino em casa funciona, em alguns filmes já vi e realmente é estranho imaginar que em um pais tão rico os filhos tenham que ficar em casa por causa da violência… Mundo moderno não.

    Perfeito parabéns pelo maravilhoso post.

    :*

    [Reply]

  35. Triste situação. Saimos do país para deixarmos de ser cidadãos de segunda e nos tornamos cidadãos de segunda no Primeiro Mundo. Até quando?

    [Reply]

  36. Muito boa a intrevista, e a Catia tem razão a pessoa tem que aprender não só o idioma, mas a cultura do país em que vive, senão de que adianta viver num pais estrangeiro se as pessoas se agrupam em sociedades pequenas e fechadas? Isso pra mim é se anular.

    bjs

    [Reply]

  37. ensinar em casa…. hummm, deveria ser só um complemento… isola mais o ser.

    [Reply]

  38. Moro num bairro privilegiado onde tem uma grande comunidade judaica ortodoxa e se vestem como rabinos.
    Sinto que os moradores não se simpatizam com eles, provavelmente pelos hábitos diferentes…

    [Reply]

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