Ela vai onde seu amor vai, vive mudando de país
July 3, 2007 by Cilene
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Vi é casada com um engenheiro naval holandês e por causa da profissão dele não tem morada certa. Um dia pode está nos Estados Unidos noutro na Franca, por exemplo. Mas um dia esse casal quer aportar o barco definitivamente na Bahia. AQUI
Não fica cansada dessa mudança constante?
Não nos sentimos “mudando”. Temos sempre essa coisa do “temporário” pois sempre (e em torno disto) voltamos para o Brasil. Assim eu acompanho meu amor! Parece meio sem personalidade? Não é!. Ele me agradece todos os dias por ter vindo com ele, e eu o agradeço por me deixar ficar pertinho dele.
Qual desses países você escolheria para morar?
A segurança pessoal na rua, digamos assim, o livre ir e vir na hora que quiser é o que de melhor tem esses países estrangeiros. Neste quesito Mônaco, na Europa, ganha disparado. Mas como no nosso dia-a-dia além da segurança, pede outras coisas também, assim eu elejo os Estados Unidos para morar.
Porque?
Os Estados Unidos me surpreenderam sim. A surpresa não foi em relação ao Brasil, mas em relação a Europa mesmo. E claro não estou falando de cultura. Acho que quem vai aos EUA na esperança de encontrar a mesma valorização cultural dada na Europa, vai chorar muito. Mas pela modernidade das cidades, preços acessíveis.
Como assim?
Houston, por exemplo, é a cidade que mais gostei; é até bem controvertido pois muitos não gostam de lá. Eu não acho Houston bonita – San Antônio é a cidade mais bonita do Texas para mim, mas Houston é a cidade com maior acessibilidade, com mais conforto, uma cidade incrível para se dirigir – (Houston não tem transporte público, também com os preços dos carros lá, para locar ou comprar um, transporte público não vigora mesmo); tem ótimos restaurantes do mundo todo e com preços acessíveis, (o mais caro que comi lá, foi o de comida Brasileira, pode?) estacionamentos são literalmente “parques” em Houston, é como estacionar em um campo de futebol pavimentado;
tem supermercados com sessões de comidas do mundo inteiro, o cinema é limpo…enfim, das pequenas coisas até outras, eu aprovei. Isso é a America.
Não é complicado ficar mudando assim? Afinal nunca se tem um lar?
Sempre fazemos nosso lar dentro das medidas possíveis, em qualquer lugar em que estamos. Nossa casa é no Brasil. Lá temos nosso canto, nosso jeito de trabalhar as coisas. Lá fazemos reformas, investimos, (apesar que nossas panelas ainda são do 1,99 …rs) lá é nossa casa.
Vocês voltam sempre para o Brasil?
A cada período – dentro do projeto/contrato – voltamos ao Brasil. Foi até em uma destas voltas que realizamos nossa Cerimônia do Casamento na Igreja. Assim o “lar” esta lá. Mas sempre fazemos nosso cantinho onde estamos. Mas o que não pode é deixar de fazer seu espaço ali, apesar das diferenças e de você não saber quanto tempo vai ficar. Se não tudo fica muito cansativo. Muito distante do “lar” mesmo.
Essa volta ao Brasil sempre faz bem para voces?
No quesito bem-estar pessoal faz um “bem danado bão” ! Nos deixa mais relaxados, mais acolhidos. Dormir na nossa cama, ficar na varanda olhando a Lagoa de frente da casa, encontrar os amigos… ah! estas coisas que não tem preço e nem Mastercard que pague. O Brasil está no meu coração e vou sempre olhar para ele como único, e penso sim que cada e todo país é ímpar em alguma coisa. E vousempre achar o brasileiro o povo com hábitos mais limpo – no sentido de limpeza mesmo.
Você não fica um pouco de lado nessas mudanças países?
Se eu levar para o lado de dar bola para preconceitos que as pessoas tem, eu me sentiria mal sim. Mas se deixo de lado qualquer preconceito familiar ou de qualquer espécie, eu só tenho a agradecer. Eu não estava no “auge profissional” quando este projeto começou. E o principal, é que estou com uma pessoa que me conhece por inteiro, que me respeita, me incentiva nas minhas buscas e planos para o futuro e faz com que eu me sinta incluída em todos os aspectos. Também sou incluída nas decisões como escolher um local para morar e poder buscar um curso próximo, um lazer que gosto.
Não cansa as vezes?
Acontece sempre alguns dissabores e nestas horas a saudade de se estar na sua casa é imensa, mas a válvula de escape é: estou junto de quem amo, estou aprendendo coisas que dificilmente eu aprenderia se não estivéssemos com ele. Eu considero uma oportunidade na minha vida e um presente de Deus, escolhido, embrulhado e endereçado por Ele mesmo a esta caipira aqui.
Nunca se sentiu diferente, ruim, sendo vítima de alguma coisa?
Em diversas situações. Eu sou da roça… enfrentei preconceitos enquanto vivia lá e enfrentei preconceitos quando sai de lá. Também sou Brasileira fora do meu país (com orgulho mas consciente do estereotipo que fazem da brasileira), não estou trabalhando e aí sempre tem piadinhas de mal gosto de quem eu nunca pedi um centavo, enfim, todo mundo acaba sendo “vítima” em alguma coisa. Mas você só o é, se você deixar! Você não precisa brigar com quem tem uma imagem destorcida de você, ou de uma situação.
Onde um dia vão parar o barco definitivamente?
Salvador, Bahia! Esse é o sonho de aposentadoria
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Fico feliz q tenha gostado da indicação.
Big Beijos
Beijinhos
bj
Beijos!
Mas tuuudo bem… Ele fica quinze dias lá, quinze aqui…
É complicado mermo…
E a garota do podcast, é a Anna Flávia do http://www.improficuo.blogspot.com … Até que ficou legal néh???
Beijos
BOa sorte e felicidade ao casal !
Bj,
Susana
Cilene, você como sempre arrasando nas suas entrevistas!!! valeu!!!
Ahh.. e eu não gosto de Houston… mas é tudo q ela falou… tem restaurantes de todo jeito e tudo num preco bom… mas esse negócio de ninguem andar na rua é estranho para mim!
beijos
Mercia
Bjs
Acho super legal quem consegue ser aventureiro. A vida da Vi deve ser uma delícia mesmo.
Beijocas
Ontem conheci Lúcia Mala! Nunca havia conhecido blogeuiro(a) algum pessoalmente e adorei a experiência…
Abraço pra vc,
Boa sorte Vi!
adorei a entrevista!!
Essa menina é uma guerreira e eu conheço bem!
Daqui a pouco vai estar aqui do lado da gente, sentindo esse calor humano que só nós brasileiros possuímos.
saudades amiga!!
Saude, paz e bem sempre!!!