Una poco de Alemania
¿Porque el Brasil se fue?
En el Brasil, trabajé años inútiles de los ríos del ¡en un firme americano y entre muchos funções que ejercí, era também del rea al ¡del importação y de exportação. La compañía que trabajó cerrado y se volvió para abogar el ³ del prà en pria de la cuenta y en sociedad con un amigo; nosotros começamos a actuar en un ¡el rea internacional. El alemão de la lengua estaba de importância extremo para nuestros planes, inglês dichos ¡del jà y español, decidía pasos por lo menos un año en el aperfeiçoando de Alemania la lengua.
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¿Para moverse para los nuevos paÃs, aprender una nueva lengua, en £o si el fieltro perdió?
Sí. Muchas veces pregunté lo que hacía allí. Pasé de “doctor” el illiterate, (para en el £o que sabe para leer y para escribir en alemão), y “todavía superficial fono-auditivo deficiente” (para en el £o que entiende ni que dice la lengua), sólo mis ojos me ayudaron, por lo tanto todo que vio me fascinó de tanta belleza. La gente era “extraña”, ninguna cara sabida, até mi amigo, que “invitado me” a venir, era un diverso total de la persona de el cual sabía en ¡del hà del Brasil 10 años. Toda la diversa edad de lo que había leído o había visto en la cultura del européia. Una gente cerrada que habla literalmente.
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¿Si repented para haber venido?
Muy me determinaron siempre en mi vida, comencé algo y acabé siempre, y la certeza que iría a volverse al Brasil, me dio las horcas para continuar, por lo tanto pronto, entonces él estaría libre de esa pesadilla.
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¿Porque una pesadilla continuó en Alemania si toda la edad?
Todavía careciendo 6 meses para mi vuelta al Brasil, conocía al Hans y confieso que él era mismo difÃcil para que me convenza a que sea y más todavía lo case. En sà del cabeça de la mina el ³ existió claramente para mi vuelta al Brasil. EN £o fue conseguido apasionado por él y ni deseó conseguirme apasionado, mucho menos estar aquí.
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¿Qué sucedió?
Acredito que foi nesse momento que perdi as rédeas do controle e o destino passou a me guiar. Descobri um homem maravilhoso e totalmente diferente do do ex-marido; um homem que me valorizava em tudo, me respeitava e acreditava em mim, no meu potencial. Um homem que não forcava nada, nem deixava de tentar, então, passei a “olhá-lo” melhor e faltando 2 meses para minha volta, resolvi ficar.
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O que mais além do casamento segurou você na Alemanha?
Como advogada sempre fui indignada com a “injustiça” brasileira, com o descumprimento das leis, ou melhor a “inexistência das leis” para uns e outros não. Aqui, as leis existem e são cumpridas. Elas funcionam como devem funcionar : igualmente para todos. Claro que aqui, acolá existem também as irregularidades, mas é em número insignificante. Às vezes aqui me parece tudo tão certinho que me imagino vivendo num grande quartel-general.
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Então conseguiu ser aceita como advogada na Alemanha?
Infelizmente não. O diploma de direito não é aceito aqui, já que as leis são outras. Foi me oferecida a chance de estudar mais 4 anos e aà sim poder advogar, porém, em parceria com um advogado alemão. Eu não achei interessante, primeiro porque não ficaria independente, segundo, já estava com 37 anos e não pretendia voltar a cursar o mesmo curso. Também não havia nenhuma garantia de trabalho, já que em área especicializada o estrangeiro fica em segundo plano.
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Desistiu de exercer sua profissão?
Sim. Mas não desisti de fazer um outro curso que me desse a independência profissional que sempre tive. Estudei Cosmetologia Estética e Visagismo. Agora sou formada na área de beleza estética e maquiagem profissional e estou abrindo meu próprio Instituto.
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Que cursos do Brasil são aceitos na Alemanha?
Muitos cursos são aceitos, principalmente cursos profissionalizantes de nÃvel técnico. Os cursos rejeitados normalmente são os cursos especÃficos que não se igualam ou se equiparam com os daqui. Por exemplo : Direito (as leis são outras), Engenharia e Arquitetura (desde a planta ao material utilizado são outros totalmente diferentes dos usados no Brasil), mas Medicina por exemplo, é aceito, já que o corpo humano é o mesmo em qualquer lugar do mundo (rsrsr), até sabem mais que os médicos daqui, pois conhecem na prática doenças tropicais, por exemplo, enquanto os daqui ficam apenas na teoria.
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Nessa sua caminhada pensou em desistir muitas vezes?
Sim. Nos primeiros dois anos, mesmo depois de casada, eu pensava em largar tudo e ir embora, pois me sentia inútil, sem vida própria, dependente de meu marido para tudo, sem trabalho…só estudar e ser dona-de-casa nunca poderia me realizar. Só tirei a idéia de largar tudo, quando passei a falar e me fazer entender, ler, assistir a filmes e entender tudo, e mais ainda, quando comecei a trabalhar.
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Tem muita gente diz que não tem chances na Alemanha porque?
Para se trabalhar em qualquer coisa é preciso ser cursado e isso dificulta para muitos estrangeiros, mesmo aqueles que têm interesse em fazer um curso de profissão, se depara com a dificuldade do idioma que o impede de prosseguir e acaba desistindo.
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Mas tem emprego?
O mercado de trabalho não está bom, está cada vez mais exigente e existe também a questão que em primeiro lugar, para cargos melhores, a vez é do alemão, sobrando para os estrangeiros exatamente o que os alemães não querem fazer, entende?
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Sobra o quê?
Trabalhos secundários, sem nenhuma perspectiva de crescimento. Tenho conhecidas que trabalham em abrigos de velhos, como auxiliar, outra, uma africana do Quênia, estudou e fez um curso técnico de 2 anos em geriatria e está trabalhando e ganhando muito bem. Outra é professora de português numa escola estadual de idiomas, eu mesma dou aulas de português e sempre, desde que aprendi a lÃngua trabalho. Conheço uma que ganha muito bem fazendo faxinas, aqui se paga bem por esses serviços. Para quem quer trabalhar, não faltam oportunidades, é preciso apenas está um pouco preparado.
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Você foi vÃtima de preconceito?
Parece brincadeira, mas o único tipo de preconceito que sofri aqui foi com brasileiras. Por ser nordestina e ainda por cima paraibana (rsrsr), algumas delas quiseram me diminuir, me ofender e até fazer gozação comigo. Mas, se deram mal, pois sendo muito diplomática e sem perder a calma, coloquei cada uma no seu devido lugar. Por isso, hoje tenho um número pequeno porém muito selecionado de amizades. São pessoas de diversas partes do Brasil, mas que “falam a mesma lÃngua”, entende?
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O que os brasileiros que moram na, Europa tem de diferente dos brasileiros que estão no Brasil?
Na verdade não sei o que ocorre com muitos brasileiros que vivem aqui na Europa, pois eles se transformam quase que completamente. Sei que muitos vieram de origem simples e que talvez não foram nem estejam preparados para viver num mundo tão diferente da realidade brasileira. Porém, a caracterÃstica maior é a arrogância o “status” que o nome Europa dar, mesmo à queles que sofrem com humilhações, preconceitos e maus tratos… continuam afirmando que vivem bem, felizes e que tudo aqui é maravilhoso e cor-de-rosa. E são essas informações que deturpam, enchendo de ilusões os brasileiros que ficaram no Brasil.
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Ainda quer voltar para o Brasil?
Pensamos (rsrsr). Hoje tenho um aliado forte; meu marido é fascinado pelo Brasil, e nem mesmo a violência e a criminalidade o assusta. Ele costuma dizer que achamos sempre o que procuramos, e no Brasil não é diferente. Ele não precisará estudar ou trabalhar no Brasil, pois irá aposentado (está requerendo a aposentadoria mais cedo - Früh-rentner), ele quer apenas morar e aproveitar uma praia tranqüila e ensolarada e isso o Brasil tem a oferecer. Estamos nos preparando há algum tempo e espero que dentro de 4 anos possamos mudar para o Brasil.
Â
Se a essa volta ao Brasil não for possÃvel? Aceitaria?
Bem, a minha vida agora estå num bom ritmo apenas continuaria nele. Aceitar mesmo de verdade, nao aceitaria. A palavra seria me conformaria, porém sem deixar de tentar outras alternativas (rsrssr) Mas a angustia do passado nao voltaria, pois depois de tanto anos nao existem mais os problemas iniciais, com o idioma, amizades, trabalho, adaptacao clima, os costumes,.todos superei!
Â
Seu filho de 19 anos tambem quer vai voltar para o Brasil?
Ele tambem nao se agrada da vida que se leva aqui. Atualmente estå cursando Gastronomia e pretende assim que terminar voltar ao Brasil. Vamos testar o Brasil por um ano e decidiremos se vale a pena ou nao voltar. Definitivamente. Vamos manter tudo que temos aqui, pois caso não seja como nao esperamos ou imaginamos voltamos.
Â
O que o Brasil tem que a Alemanha nao tem?
GENTE humilde, humana, calorosa, simpática, aberta, solidária, risonha, festiva…FELIZ!! O povo daqui. O povo europeu de uma forma geral é INSUPORTÃVEL.
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Parabéns Lucia… Teve não só coragem mais foi forte, conseguiu traçar seu caminho ate onde foi possÃvel e como a vida retribui quem batalha, você conseguiu suas vitórias.
Parabéns
Ótima entrevista, boa para abrir os olhos, sabemos que vez ou outra mesmo que tudo pareça fácil ao vivo e a cores nada parece o que é.
Uma pena o esquema do próprio brasileiro tratar um outro do seu pais assim… Algumas pessoas não aprendem mesmo…
:***
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Deixo um abraço nas duas, Ci e Lucia
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Que bom que você venceu as barreiras e achou a forma de construir seu caminho ali.
A vida profissional, geralmente tem de ser reconstruÃda, mas, é o momento de colocar na balança outros fatores importantes da vida além da profissão, não é ?
Diz o ditado: o saber não ocupa espaço. Portanto, guarde seu estudo como base cultural e parta para outra !!!!
Boa sorte e felicidade !
Bjs,
Susana
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Excelente como sempre.
E parabens à Lucia pela determinação.
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em relacao aos brasileiros..melhor nem comentar…afinal..acho que todo mundo q mora fora do Brasil ja passou por isso. Boa sorte pra Lucia!! seja na alemanha e no Brasil!
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Um Abraço e boa semana.
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Ótima entreveista, Cilene.
Beijos!
DB.
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mais exemplo de perseverança!
mais um exemplo de que lutar é preciso, de que as vezes temos que lutar contra nossas próprias vontades, mas que sempre vale a pena.
bjos
Luci
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Bjos…linda semana!
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Entrevista super bem feita e entrevistadora simpática e sabendo colocar seus pontos.
beijosssssssssss
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Cilene, excelente entrevista!!
Boa semana! Beijus
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Beijos e ótima noite pra vc
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Parabéns.
Beijocas
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Lucia, entendo perfeitamente!!!
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Sobre o curso de Direito: Somente paÃs que tem acordo com o Brasil, aceitam advogados brasileiros. É o caso de Portugal e eu estou dando entrada na minha documentação em Faro, mas apenas para ter a carteirinha cá. Trabalhar aqui como advogada? nem pensar. Aliás, trabalhar? já trabalhei o suficiente no Brasil e me aposentei, graças a Deus. E vivam os aposentados!!!
beijinhos amiga Cilene e beijinhos para a Lucia.
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Abraços do Wagner.
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